O Piolhito esteve na cozinha [a fazer um bolo de limão - de 1 minuto e meio]


Vi a receita no blogue do Casal Mistério, que por sua vez a descobriu no blogue So Nourished. Mas também já todos sabemos, que esta coisa da "blogosfera" é no fundo, uma grande partilha de informação, e neste caso concreto, de receitas. E eu, ao contrário do Quim Barreiros, não sou um mestre de culinária, portanto, quanto mais simples, melhor. Logo, uma receita que demora 5 minutos a preparar, e 1 e meio no microondas, para cozer, tem tudo para me chamar a atenção. Só tenho a dizer que estava bom, mas que troquei o fermento pelo bicarbonato de sódio, a manteiga por óleo de coco e acrescente 12 gramas de açúcar - esta coisa da quarentena fez-me merecer este ponto. Mas se não colocarem este último ingrediente, ou o substituírem por algo mais saudável, têm aqui uma receita ainda mais low carb.

O Piolhito está a ouvir em "loop" [All we need is love!]


Por vezes, aparecem músicas com mensagens coloridas em dias cinzentos. Por vezes, apenas precisamos de uma dose de energia para encarar de frente aquilo que precisa de ser afrontado. Por vezes, basta um sorriso sincero para nos dar força hercúlea. Por vezes, basta um catalisador que nos desperte a fome de viver. Por vezes, só precisamos de estar no sítio certo para ouvir a melodia eficaz. Por vezes, precisamos de fechar os olhos para ver. Até porque tudo o que precisamos é de amor. Do nosso. Dos outros. Para os nossos. E para os outros.   

O Piolhito esteve na cozinha [a fazer bolinhos de mousse de cacau]

Com esta cena da quarentena, onde os dias de trabalho em casa, se misturam com os fins-de-semana (e vice-versa), por vezes apetece-nos comer tudo o que aparece à frente, de modo a compensar esta falta de limites entre os diversos universos da nossa vida. Escusado será dizer, que os ginásios estão fechados, estamos mais sedentários do que nunca e, portanto, temos que ter cuidado com o que metemos dentro do nosso corpinho. Uns segundos na boca, um século nas ancas - já diziam alguns sábios. Seja como for, e considerando o que estamos todos a passar, acho que nos podemos permitir cometer alguns excessos. Mas sempre de forma consciente e o mais saudável possível. E isso é sinónimo do quê? De bolinhos de mousse de cacau.  

O Piolhito esteve [no Festival da Canção 2020]



Com o avançar da pandemia do coronavírus pelo mundo, muitos dos eventos mundiais têm vindo a ser cancelados ou adiados. Falamos da passagem do campeonato de futebol europeu para 2021 (fazendo com que Portugal mantenha o título por mais um ano), falamos do adiamento dos jogos olímpicos para o ano que vem (que ficámos a conhecer hoje) ou do cancelamento do Festival da Eurovisão, que decorreu sempre, ininterruptamente, desde 1956. Sobre este último, e sobre todas as canções que, entretanto, tinham sido escolhidas, a EBU (que organiza o certame) esclareceu que terá que existir uma nova seleção nacional para 2021. Ou seja, o “Medo de Sentir”, da Marta Carvalho, interpretada pela Elisa, já não nos representará. E era uma escolha que tinha a minha aprovação (e sim, já me disseste que a tua favorita era a Bulgária).  

O Piolhito está [a pedir para ficarem em casa]


















Voltei, porque estamos em Estado de Emergência. Voltei, porque estamos em guerra. Voltei, porque a angústia de ver tudo isto, é mais forte que a minha preguiça. Voltei, porque de repente ficámos isolados e com demasiado tempo para pensar. Em nós. Nos outros. Na vida. Voltei, porque nada disto faz muito sentido. Voltei, porque a necessidade de exteriorizar tudo isto, é uma necessidade extrema de sobrevivência. Física. Mental. Voltei, porque se não fosse hoje, seria amanhã. Voltei, porque era inevitável. Voltei, porque sim. Voltei, porque precisei de voltar.

O Piolhito está [a tentar desejar um excelente vinte-vinte]


Já diziam os nossos antepassados, que ano novo, vida nova, e apesar de estarmos apenas a passar de um dia para o outro, a barreira psicológica de deixar uma etapa para entrar num novo ciclo, empurra-nos para novas resoluções, novos objectivos e novas estratégias, que nos ajudem a crescer enquanto pessoas, provocando momentos de felicidade na nossa vida. Portanto, é neste período que ocorrem definições de todo o tipo e feitio, surgem as promessas de regressar aos treinos, de mudar de emprego, de querer ser mais e melhor, de deixar de complicar e viver mais intensamente, de tudo e mais alguma coisa, que demonstre ao mundo a nossa evidente mudança. Nestas alturas fazemos balanços, vemos o que ganhámos e perdemos, e pensamos em como poderemos corrigir certos acidentes de percurso, que nos desviaram de caminhos previamente traçados. No fundo, queremos demonstrar que nada é estanque e qualquer coisa poderá ser alterada.  

O Piolhito está [com saudades]



Faria hoje 118 anos, se fosse viva. Acompanhou ao de leve a monarquia e viu crescer a República. Presenciou a entrada em cena do ditador António de Oliveira Salazar e sempre foi adepta da liberdade. Da vida. Da luta. Da capacidade de o ser humano vencer obstáculos. Da resiliência. Da vontade em querer ser mais, do que a condição que lhe foi imposta. De mulher. De mãe solteira. De chefe da família. De protagonista de trazer o pão para a mesa das refeições. Matou a fome a algumas pessoas, mesmo quando tinha pouco. Sempre se quis moderna, mesmo sabendo que a educação católica que recebeu a condicionava. Era uma mulher de esquerda (politicamente falando), mas não discriminava ninguém. Nasceu orgulhosamente em Meca (Alenquer), viveu em Lisboa, na zona saloia e morreu em casa, na sua cama, no seu quarto, no Cabeço de Montachique, concelho de Loures. Esperou chegar à centena, como que se fizesse questão de presentear a família, uma vez que todos falavam disso com orgulho.