O Piolhito fez [um roteiro de dois dias para Sevilha]

Com o aproximar de um fim-de-semana, que pode ser grande para muitos de nós (e se forem engenheiros de profissão, é mais fácil fazerem uma "ponte" #provoção'zinha) trago uma sugestão de passeio pela capital da Andaluzia. Adoro Sevilha, logo considero-me suspeito em escrever sobre esta cidade espanhola. Assim, é possível que esta publicação fique um pouco inquinada na sua imparcialidade, mas este blogue também tem como objectivo trazer o que se gosta e falar daquilo que se tem prazer. Guardiã da herança do Al-Andalus e da história das viagens marítimas entre o novo e o velho mundo, Sevilha, fervilha de emoção, de vida, de calor, de dança, de misticismo e de aventura. O mínimo dos mínimos para esta visita são 2 dias, e foi esse roteiro que esquematizei.


Dia 1 | percorrer o Centro Histórico


De manhã ir direto para a Catedral de Sevilha. Visitar a terceira maior igreja cristã do mundo é obra e exige tempo, portanto o melhor é começar cedo. Aí, também é possível subir a Giralda (antigo minarete da antiga mesquita, convertido em torre sineira) e contemplar a cidade. Prepare-se porque vai custar a subida. A terminar, não se esqueça de observar o túmulo de Cristóvão Colombo, e antes de sair do recinto, não pode deixar de fotografar o pátio das laranjeiras.  

Créditos: Piolhito Nervoso

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Os horários das visitas e compra de bilhetes podem ser realizados aqui, sendo que a visita geral (Catedral, Giralda e túmulo de Cristóvão Colombo) tem um custo de 9.00€.



Se o cansaço ainda não chegou, e a fome não aperta, o melhor mesmo é ir visitar o Real Alcázar de Sevilha - que já foi palácio do governo de Omíada, no período islâmico, e passou depois para a posse da Coroa espanhola (até aos dias de hoje). Mas se não aguenta “duas seguidas”, é melhor deixar este monumento para depois de almoço.


Seja como for, irá deslumbra-se com os magníficos interiores trabalhados de influência árabe e os seus jardins. Não esquecer, porém, e para quem é fã, que o Real Alcázar serviu de cenário a alguns episódios da Guerra dos Tronos.

Créditos: Piolhito Nervoso


Créditos: Piolhito Nervoso

A visita geral com áudio-guia tem um custo associado de 7.00€, e a modalidade que inclui ainda o acesso ao quarto real ronda os 11.50€. Podem comprar aqui


Se ainda houver forças e vontade, pode-se visitar ainda a Torre del Oro ou o Arquivo das Índias. Este último, conjuntamente com a Catedral de Sevilha e o Real Alcázar de Sevilha, são Património Mundial da UNESCO desde 1987. Mas atenção aos horários! Não se perca!

Créditos: Piolhito Nervoso

Para terminar o dia em grande, sugere-se que se perca pelas ruelas do centro histórico (que respira religiosidade em cada esquina) observando os diversos estilos arquitectónicos presentes, e que vá parando, para restabelecer as energias, numa das inúmeras esplanadas que existem. 


Créditos: Piolhito Nervoso

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Dia 2 | de Triana, passando pelo parque Maria Luísa até ao Parasol 


Começamos a percorrer a Triana, contemplando o Guadalquivir, avançando até ao Parque Maria Luísa. Aqui, é indispensável a visita à monumental Praça de Espanha, que se encerra num edifício semicircular, polvilhada com inúmeros painéis de azulejos das várias províncias de Espanha. E já que se fez referências a cenários cinematográficos, não esquecer que foi filmado aqui, o “Ataque dos Clones” da saga “Guerra das Estrelas”. Na saída pode ainda observar o edifício do consolado de Portugal (construído para albergar Pavilhão de Portugal na Exposição Universal de Sevilha de 1929).


Créditos: Piolhito Nervoso

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Se o dia convidar, nada melhor que descansar um pouco num passeio de charrete. Mas não se esqueça de regatear um pouco o preço, porque poderá haver uma diferença substancial entre a oferta.


Créditos: Piolhito Nervoso


A meio da tarde, o ideal é assistir a um espetáculo de Flamenco. Reservado com alguma antecedência, conseguem-se uns bons lugares e excelentes espetáculos. A Casa del Flamenco é uma boa opção e podem comprar os bilhetes aqui por 18.00€.

Créditos: Piolhito Nervoso



Para acabar o dia, rumamos ao ícone moderno da cidade: O Metropol Parasol. Inaugurada em 2011, é a maior estrutura de madeira do mundo. É possível subir ao seu topo e desfrutar de uma vista soberba sobre a cidade – e que tal assistir aqui ao pôr-do-sol? 

Créditos: Piolhito Nervoso


Créditos: Piolhito Nervoso



>>Como ir:
De carro de Lisboa (464 km), Porto (580 km) ou Faro (200 km), é a melhor opção, dado que é suficientemente perto, a viagem é pouco cansativa, além que se pode sempre realizar algumas paragens intermédias. Também existem autocarros a sair das principais cidades e alguns voos - embora aqui, neste último meio de transporte, as tarifas não sejam tão em conta. 

>>Onde ficar:
Existem inúmeras ofertas hoteleiras em Sevilha, sendo que as mais baratas ficam nas periferias e longe do centro. Tudo depende até onde se pretende (pode ou quer) gastar. Uma das opções interessantes, e onde já fiquei instalado, são os Apartamentos Las Cruces. Dica: no verão, considerando as altas temperaturas que se fazem sentir na cidade, não descortinar a hipótese de escolher um hotel com piscina no topo, porque sempre se pode refrescar e relaxar ao final do dia, após o passeio. 

>>Onde comer: 
Embora por todo o centro histórico, e no bairro de Triana, existam dezenas de sítios para comer as famosas tapas, não nos podemos esquecer também do pescado. Um dos restaurantes que mais gostei em Sevilha, que recomendo e onde comi uma paella espectacular, chama-se Gusto, localizado junto à Catedral de Sevilha, a norte (brevemente escreverei sobre esta experiência).  

>>Onde sair: 
A animação nocturna em Sevilha acontece mais na rua (aliás, como é típico dos nossos vizinhos espanhóis) e uma das maiores concentrações decorre na Alameda de Hércules, onde existem inúmeros bares e esplanadas. 

>>Mais dias em Sevilha:
Se o objectivo for passar mais uns dias em Sevilha e pretender algo mais animado, não se pode esquecer a Isla Mágica - diversão garantida para miúdos e graúdos. 


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