O Piolhito foi [à Confeitaria Peixinho]

Indo eu, indo eu, a caminho de Viseu. Ia nada. Ia a caminho do Porto, mas agora que tenho a vossa atenção, digo-vos que parei em Aveiro. Foi uma paragem estudada para um breve passeio (na gíria chamada de “rapidinha”) com dois objetivos principais: almoçar e comer ovos moles. Sobre o primeiro ponto, como não me ficou na memória, não o irei descrever neste espaço – até porque não quero fazer críticas destrutivas, logo, só publico os lugares e "comidinha" que gostei. Ora, e para que fique já registado para o futuro, se determinado espaço não constar da listagem que estou a construir aqui no “berloque”, das duas uma: ou ainda não conheço, e consequentemente não escrevi, ou conheço e não gostei, logo não escrevi. Como dizia a outra, “estar vivo é o contrário de estar morto”. Mas adiante. 

Sobre a cidade de Aveiro propriamente dita, posso dizer-vos que padece do mal de tantas outras localidades portuguesas. Ou seja, por todo o espaço encontramos imensos Turistus Humanus, a contaminar todos os lugares, ruas, ruelas e buracos, gerando um ligeiro incómodo e urticária. Bem, para ser justo, tenho que dizer que a mim incomoda-me bastante. Ou melhor, irrita-me profundamente – e isto quer dizer que a mente no final do “profunda” nos mente todos os dias (piada básica tipo Gustavo Santos, mas foi o que se arranjou. Adiante). Mas tentando abstrair-me deste pequeno contratempo, lá me aventurei, acima e abaixo, pela malha urbana fora, sentindo-me parte integrante de um programa da BBC Vida Selvagem, na procura da iguaria gastronómica da zona.

Nesta capital de distrito, e casa dos famosos ovos moles, não faltam locais onde se pode apreciar este doce, originalmente confecionado pelas freiras da região e criado há mais de 500 anos. E assim, sem pensar muito no assunto, entrei na famosa Confeitaria Peixinho, a casa mais antiga de ovos moles de Aveiro e aberta em 1856. O que me chamou desde logo a atenção, ainda da rua, foram as caixas coloridas dispostas e arrumadas na parede, o lustre, a luz, e a montra repleta de ovos moles. A pessoa entra e balbucia logo "nham nham". Depois de entrarmos, e subindo umas escadas, encontramos a cafetaria. É uma área pequena, com poucas mesas, portanto, ou se tem sorte em arranjar lugar, ou não. Por um acaso da vida, tive sorte e pude escolher a mesa - o que quase nunca acontece. O atendimento é 5 estrelas e a carta diversificada, ficando sempre alguma culpa pela gula demonstrada.

Créditos: Piolhito Nervoso

Créditos: Piolhito Nervoso

Mas vamos lá aos pormenores: 

>> Os ovos moles não são baratos (sejamos realistas), sendo que optei por um “moliceiro” [2.50€, a unidade] e um “bombom de ovos” [2.30€, a unidade] – e estava divinal! Ah, e a “cornucópia” também tem muito bom aspeto [2.30€, a unidade]. O meu colesterol é que se queixou, mas também um dia não são dias.


Créditos: Piolhito Nervoso

>> Para acompanhar, e cortar um bocado o doce, bebi um Cappucino [2.00€]. Bem… foi só um dos melhores que bebi na minha vida. Recomendo a 200%.


Créditos: Piolhito Nervoso



“Finalmente devo esclarecer que esta não é uma publicação comercial. Cada um pagou o que comeu e ninguém soube que estivemos por lá. Portanto, esta descrição é hiper, mega, ri-fixe isenta e baseia-se apenas nos factos vividos - e cada um vive os seus." 




Ficha técnica: 
Espaço/Ambiente: [meh] [não sei] [dá para o gasto] [bom] [genial] 
Serviço: [chamem a polícia] [ainda têm que aprender] [simpático] [bom] [excelente] 
Qualidade dos produtos: [de fugir] [escapa] [nham nham] [quero mais] [divinal] 
Preço: [€] [€€] [€€€] [€€€€] [€€€€€]
A voltar: [não] [talvez, mas não tão cedo] [a pensar nisso brevemente] [sim] [sim, oh sim] 
Saber mais: 
www.confeitariapeixinho.pt


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