O Piolhito foi [à Taverna Antiqua]

Quem me conhece, sabe que eu adoro a época medieval. Talvez porque tenha uma síndrome feudal qualquer e adore mandar (brincadeira, não tenho nada, que eu até sou um doce) ou simplesmente porque sou um bocado resistente à mudança (sou nada, até porque até uso o MBway). Bom, agora a sério, sem folguedos e focando naquilo que verdadeiramente importa: hoje trago uma experiência em Tomar (mesmo no coração da cidade) que adorei e de comida a atirar para memórias dos livros de história. Por isso, tenho que agradecer ao meu amigo Carlos Com o Nome Estranho (que é assim que está registado no meu telemóvel) que escolheu este local para jantar. 

O sítio chama-se “Taverna Antiqua” e exibe um ambiente de recolhimento, dominado pela escuridão e pela iluminação pontual das diversas velas existentes. As mesas corridas, ladeadas por bancos também eles corridos, a loiça de barro e a cutelaria com cabos em madeira, transportam-nos para ambientes de outros períodos históricos, imperando o mistério neste cenário. A envolvente exterior também ajuda à atmosfera criada, dado que o restaurante se encontra na Praça da República, na parte mais antiga da urbe, junto ao edifício dos Paços do Concelho, antigos Paços Reais no reinado do Rei D. Manuel I (embora este “date dos primeiros anos da centúria de Quinhentos”, já fora do período denominado como “medieval”). 

A ementa não é muito variada (com menos escolha, por vezes é mais fácil a decisão), mas não deixa de ser interessante. Por exemplo, na parte do “peixe” apenas temos o “do dia” e o Bacalhau à Mercador (onde recaiu a minha escolha). 

Mas vamos lá ao que interessa:

>> O que se bebe numa taberna medieval? Bebidas medievais, certo? Pois, bebemos sangria (super típico) e hidromel [4.00€ o copo].  

>> Para entradas e petiscos, escolhemos a tábua de queijos e enchidos [7.00€] – que nunca desilude, embora na carta constassem ainda outras “iguarias”, como por exemplo, espetada de moelas [5.00€] e perninhas de rã [7.00€].

Créditos: Piolhito Nervoso

>> Como componente principal da refeição, optei (como já mencionei) pelo Bacalhau à Mercador [12.00€], o que na prática significa um bacalhau desfiado a roçar quase uma açorda inserida dentro de um pão enorme. A dose individual é bastante generosa e serve para duas pessoas que se alimentem medianamente.


Créditos: Piolhito Nervoso

>> Já os restantes comensais (que não escolheram o mesmo que eu) elegeram o pernil de porco com castanhas e migas [15.00€]. Também aqui o prato é bem servido e as migas (e eu sou suspeito que até nem aprecio muito) estavam muito boas – eu (a)provei! 

>> Para finalizar, da minha parte não havia outra escolha possível: Pudim Abade Priscos [3.50€]. Meu Deus! Apesar de provocar diabetes a qualquer um, confirmei porque é tanta gente ia para os conventos antigamente: pelos doces, como é óbvio. Fiquei com remorsos por não ter provado a Pêra Bêbada com Queijo Fresco e Manjericão [2.50€], a Tarte de Requeijão com Frutos do Bosque [3.50€] ou o Pudim de Avelã [3.50€]. Já deu para perceber que sou um bocadinho guloso, não é?


Créditos: Piolhito Nervoso



“Finalmente devo esclarecer que esta não é uma publicação comercial. Cada um pagou o que comeu e ninguém soube que estivemos por lá. Portanto, esta descrição é hiper, mega, ri-fixe isenta e baseia-se apenas nos factos vividos - e cada um vive os seus." 






Ficha técnica: 
Espaço/Ambiente: [meh] [não sei] [dá para o gasto] [bom] [genial] 
Serviço: [chamem a polícia] [ainda têm que aprender] [simpático] [bom] [excelente] 
Qualidade dos produtos: [de fugir] [escapa] [nham nham] [quero mais] [divinal] 
Preço: [€] [€€] [€€€] [€€€€] [€€€€€]
A voltar: [não] [talvez, mas não tão cedo] [a pensar nisso brevemente] [sim] [sim, oh sim] 


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