O Piolhito esteve [num piquenique]


No sábado passado, conjuntamente com alguns amigos meus, realizámos o nosso piquenique anual. Embora o tempo de verão não tivesse aparecido, até não se esteve mal de todo, e conseguimos conviver, rir, conversar, jogar, desfrutar das vistas e claro está, comer. A logística da coisa ficou a cargo de todos, e cada um optou por levar aquilo que melhor se enquadrava no espírito da coisa – para a próxima menos quantidades, que sobre sempre imensa comida. Entre loiça e cutelaria reutilizável, toalhas, almofadas, mantas, comida e bebida, tudo foi pensado para que nada faltasse, até porque no local escolhido, não havia forma de comprar o que quer que fosse. O truque fundamental é ser prático, embora isso não seja sinónimo de fazer tudo “às três pancadas”. E piquenicar com arquitectos, não é o mesmo que o fazer com pessoal de ciências ou matemáticas #sóparavisar

Há quem pense, “ah e tal, que seca, ali no mato, no meio das formigas e outras bichezas” ou que “isso já está fora de moda e é tão 1978”, mas a verdade é que os piqueniques voltaram em força. E regressaram, não só porque podemos receber pessoas sem ser em casa (e evitar a destruição de relíquias familiares), mas também, porque estamos em contacto com a natureza (e conseguimos respirar ar puro). Com sorte e alguma audácia, dependendo do local, podemos ainda usufruir de vistas espectaculares que muito estrangeiro pagaria para ter/ver. E não querendo influenciar ninguém, nem sequer dissertar sobre as vantagens desta solução, deixo ficar apenas algumas dicas úteis para os principiantes (e não só) na arte de piquenicar com “style”.


O que levar:

Toalha para a mesa
[não é fundamental, mas não é de descartar – e há que ser sempre “asseadinho”. Existem uns modelos antinódoas que são os ideais. A cor? Bom, ficara na imaginação de cada um]

Loiça e cutelaria reutilizável
[a fase do descartável já lá vai, e temos que pensar urgentemente no meio ambiente, além de que se fizerem vários eventos ao ar-livre, este é um investimento bastante compensatório. Para este piquenique tivemos a participação do Atelier B&B, da Melga, e ainda, uma estreia: a Anabela Camelo, que nos emprestou várias peças, tais como como base de copos, taças e tábuas cerâmicas para colocar os alimentos– tudo tão giro que apetece comprar a colecção inteira – ver mais aqui no Facebook e aqui no Instagram]

Guardanapos
[há que andar com as beiças limpinhas, não é verdade?]

Gelo e geleiras
[convém manter as bebidas, a fruta e um ou outro prato, frescos, o maior tempo possível. Para quem tiver ainda a possibilidade de levar recipientes metálicos para colocar o gelo e as bebidas, melhor – coloquem um pouco de sal que irá ajudar que o gelo não derreta tão rápido #dicadatania]

Mantas
[para a sesta, para esticar a musculatura, para jogar, para piquenicar – se não optarem por locais com mesas e cadeiras]

Almofadas
[se há mantas, porque não almofadas? Só sei que dá um jeito do caraças!]

Jogos
[de tabuleiro, de cartas, tudo o que a imaginação permitir e que ajude a passar o tempo e da melhor forma possível]

Sacos para o lixo
[não esquecer este item porque é "superimportante". E já agora: fazer a separação do lixo]

Abre-latas/garrafas
[só se quiserem beber o que levarem, obviamente] 



Onde fazer?

O local é importantíssimo. E a finalidade do piquenique também. Se for algo mais “pó” romântico, talvez na praia a ver o pôr-do-sol (na Praia da Nato), ou para algo mais desportista, fitness e sei-lá-que-horror, convém pensar em locais com equipamentos que permitam a execução destas actividades (temos por exemplo; o Parque Municipal do Cabeço de Montachique, em Loures, ou o Parque de Monsanto, em Lisboa). Se optarmos por um ambiente mais citadino, temos escolhas que podem recair desde o Jardim da Estrela, até à Tapada das Necessidades (Lisboa), passando pelo Parque dos Poetas (Oeiras) ou acabando nos diversos parques urbanos, que existem em muitos concelhos portugueses. Fundamental é existir sombra – ninguém gosta de torrar ao sol a comer e a beber. É importante pensar ainda, em escolher locais com algumas estruturas de apoio, destacando-se aqueles que disponham de sanitários nas proximidades. Por exemplo, embora goste muito de fazer piqueniques na Tapada das Necessidades, já sei que se precisar de utilizar uma casa de banho, terei de percorrer quilómetros – e não me venham com coisinhas, porque há situações que o ar-livre não permite.  



O que comer?

Comidinha – resposta óbvia. Neste ponto, temos de tudo um pouco. Convém evitar confeções muito condimentadas, ou que se estraguem com o calor e apostar em coisas mais light. Se tiverem o colesterol elevado (como eu), vão perceber que esta é a melhor aposta. Mas podem levar salgados (rissóis, croquetes, quiches, etc.), pão, frango assado, batatas fritas, doces (bolos caseiros, secos e bolachas), saladas e fruta (melão, melancia, abacaxi). O que interessa é mesmo diversidade da ementa e a praticabilidade da mesma. Assim, só para vos fazer “pow pow pow”, no nosso piquenique tivemos estas “especialidades” (entre outras):

Torta de courgette e cenoura – receita da Cátia (e brevemente no blogue)

Muffins de legumes – receita da Teresa (e brevemente no blogue)

Muffins de fiambre, cogumelos e azeitonas – receita aqui

Muffins de batata doce – brevemente no blogue

Chips de batata doce - brevemente no blogue

Pizza de Brócolos e Azeitonas – receita da massa aqui 

Bolo de Banana e Cacau - receita da Tânia (e brevemente no blogue)

Bolachas de Cacau - receita da Teresa (e brevemente no blogue)



O que beber:

Tudo o que seja fresco. Muita água (normal ou aromatizada), limonada (para quem gosta), sumos naturais e cidras (que eu aprecio muito). E se tiverem uma amiga despachada como eu tenho, ainda vão ter sorte beber um café – abençoado termo com água quente.  





E vocês costumam fazer piqueniques? Sim? Onde? Contem-me lá os vossos segredos.



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